O mercado da música no Brasil faturou R$ 4 bilhões em 2025 — e cresceu mais que o mundo inteiro
Por Vine Show · 10 de outubro de 2026
Se alguém ainda tem dúvida sobre o tamanho do mercado da música no Brasil, os números de 2025 resolvem essa conversa. Segundo o relatório da Pro-Música Brasil, divulgado em março deste ano com base nos dados da IFPI, o mercado fonográfico brasileiro faturou R$ 3,958 bilhões em 2025 — um crescimento de 14,1% em relação a 2024. Pra comparar: o mercado fonográfico global cresceu 6,4% no mesmo período. O Brasil cresceu mais que o dobro da média mundial, e a América Latina como região teve o maior crescimento percentual do planeta.
O resultado direto disso: o Brasil subiu pra 8ª posição no ranking global de maiores mercados de música gravada — vindo da 9ª em 2024 e da 10ª no ano anterior. Em três anos, dois degraus de subida numa fila que inclui os mercados mais ricos do mundo.
E de onde vem esse dinheiro? Do streaming, sem concorrência. Hoje o streaming representa cerca de 87% de todo o faturamento do setor — por volta de R$ 3,4 bilhões — com crescimento de 13,2% sobre 2024. O físico, que muita gente já declarou "morto" há anos, ainda existe e até cresceu 25,6%, puxado pelo vinil, mas representa menos de 1% do total — curiosidade de nicho, não motor de receita. Outro dado que passa batido mas importa: a arrecadação de direitos conexos de artistas, músicos e produtores em execução pública também cresceu de forma significativa no período.
Pra quem trabalha com sertanejo — artista, compositor, produtor, selo, editora — esse conjunto de números tem leitura prática, não é só estatística bonita pra post. Mercado maior significa bolo maior sendo dividido, e significa também que gravadoras multinacionais, plataformas e investidores estão de olho num país que cresce mais que a média do planeta. Isso se traduz em mais interesse em catálogo brasileiro, mais disputa por contratos de distribuição, mais peso de negociação pra quem já tem presença consolidada em streaming.
Mas o dado mais importante pra quem compõe é indireto: se 87% do mercado é streaming, e streaming paga direito autoral por execução, o tamanho do bolo de direitos autorais também está crescendo nessa mesma proporção. Isso só se transforma em dinheiro de verdade pra quem compõe se a música estiver corretamente registrada, com autoria e porcentagens bem definidas desde o primeiro dia. Crescimento de mercado sem profissionalização da gestão autoral é crescimento que passa reto pela sua conta bancária e para na de outra pessoa.
O Brasil não é mais "mercado emergente" da música — é mercado que já compete goela a goela com os gigantes tradicionais. A pergunta que fica pra cada artista e compositor sertanejo é: você está posicionado pra captar sua parte desse crescimento, ou só está assistindo o gráfico subir?
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