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Cinco anos sem Marília Mendonça: antes da voz, veio a caneta

Por Vine Show · 3 de novembro de 2026

Nesta quinta-feira (5) faz cinco anos que o Brasil perdeu Marília Mendonça. Às vésperas da data, a mãe da cantora pediu aos fãs que não publiquem fotos do acidente, porque elas machucam a família. O pedido é justo, e a melhor maneira de lembrar a Marília é pelo que ela deixou: as músicas.

E boa parte desse legado começou antes de ela virar a "Rainha da Sofrência". Marília começou a compor aos 12 anos, em Goiás, e durante anos foi conhecida no mercado primeiro como compositora. Antes de lotar estádio, ela tinha músicas na voz dos maiores nomes do gênero. Jorge e Mateus gravaram "Calma". Henrique e Juliano lançaram "Flor e Beija-Flor" e gravaram "Cuida Bem Dela", parceria dela com Maraisa e outros compositores. Cristiano Araújo transformou "É Com Ela Que Eu Estou" em um dos maiores sucessos da carreira.

Em 2022, segundo a CNN Brasil, o Ecad tinha 335 obras e 444 gravações dela registradas no banco de dados. É um catálogo de uma carreira inteira, construído em pouco mais de uma década. Esse catálogo levou dois Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja, um em 2019, com "Em Todos os Cantos", e outro em 2023, com o póstumo "Decretos Reais".

A história segue em movimento. A exposição "Sentimento Louco" fica no MIS de São Paulo até 29 de novembro, e o filme "Marília", com Marina Versos no papel principal, terminou de ser gravado em setembro e está previsto para 2027.

Qual a lição disso pra quem compõe hoje?

A primeira é que a composição pode ser a porta de entrada, e não um plano B. A Marília não esperou ser descoberta como cantora para entrar no mercado. Ela entrou pela caneta, e foram as músicas gravadas por outros que fizeram o mercado prestar atenção nela.

A segunda é que compor para outros artistas não diminui a identidade de ninguém, ela fica mais forte. As músicas que ela entregou para duplas consagradas já tinham a marca dela: a sofrência dita sem rodeio, do ponto de vista de quem sofre. Quando ela subiu no palco, o público já conhecia aquele jeito de escrever.

A terceira é paciência com o processo. Entre a menina de 12 anos escrevendo em Goiás e a artista premiada há uma estrada longa de músicas apresentadas, gravadas, guardadas e reaproveitadas.

É exatamente essa estrada que a Vitrine Hit existe pra encurtar: colocar a música certa na frente do artista certo. E é o que o método "Do Nada ao Tudo" ensina desde o começo: tratar cada composição como uma carta de apresentação.

Cinco anos depois, a Marília continua tocando em todo lugar. Qual música sua você gostaria que ainda estivesse tocando daqui a cinco anos?

Fontes: CNN Brasil; Escutai; O Povo; Caras Brasil.

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