O rádio é sertanejo: os 10 artistas mais tocados do primeiro semestre são todos do gênero
Por Vine Show · 30 de outubro de 2026
Quem acha que o rádio perdeu força precisa olhar para os números do primeiro semestre de 2026. Segundo o ranking da Crowley, que mede as execuções nas rádios de 1º de janeiro a 30 de junho, os dez artistas mais tocados do país são todos do sertanejo. No topo aparecem Danilo e Davi, com "Não Mexe Nas Minhas Gavetas", seguidos por Clayton e Romário, Maiara e Maraisa, Edy Britto e Samuel, Matheus e Kauan, Gusttavo Lima, Paula Fernandes, Gustavo Mioto, Felipe Araújo e Bruno e Barretto.
O levantamento da ConectMix confirma o domínio: 67 das 100 músicas mais executadas no período são sertanejas. Entre as dez primeiras, oito são do gênero. As exceções foram "P de Pecado", do Grupo Menos É Mais com Simone Mendes, e "Ordinary", de Alex Warren. Na lista de músicas, a liderança ficou com "Retrovisor", de Gusttavo Lima, seguida de "Tubarões", de Diego e Victor Hugo, "Olho Marrom", de Luan Santana, e "Vagabundo", de Gusttavo Lima com Luis Fonsi. O pagode aparece como o segundo gênero mais presente entre os destaques.
Pra quem compõe, esse dado vai muito além de ranking. Cada execução em rádio gera direito autoral de execução pública, recolhido pelo Ecad e repassado aos titulares. Pra ter uma ideia do peso, o rádio respondeu por 15,9% de tudo o que o Ecad distribuiu no primeiro semestre, segundo o próprio escritório. Ou seja: música que toca em rádio é música que continua pagando o compositor mês após mês, muito depois do lançamento.
Outro ponto chama atenção: a lista de mais tocadas mistura nomes consagrados com duplas que cresceram rápido nos últimos anos. Isso mostra que o rádio não é um clube fechado. Música boa, com refrão forte e tema que conversa com o dia a dia do público, encontra espaço, desde que esteja nas mãos do artista certo.
E aqui entra a lição prática. Primeiro: o sertanejo segue sendo o gênero que mais move a engrenagem do rádio no Brasil, então é onde está a maior parte das oportunidades. Segundo: a parceria com o pagode, que já aparece forte nos rankings, é um caminho que vale observar. Terceiro, e mais importante: nada disso vira dinheiro se a obra não estiver registrada e cadastrada corretamente, com todos os autores e percentuais certos. Música tocando sem cadastro é dinheiro parado.
É por isso que, no "Do Nada ao Tudo", a gente insiste que compor é só metade do trabalho. A outra metade é cuidar da obra como patrimônio. Uma editora organizada, como a Mais Hit, existe justamente pra garantir que cada execução chegue em forma de pagamento a quem escreveu.
Sua música está pronta pra tocar no rádio e pronta pra receber quando tocar?
Fontes: Billboard Brasil (dados Crowley e ConectMix); Ecad.
Faça parte da Comunidade Hitmakers
A comunidade da música no Brasil. Gratuita, para compositores e artistas.
Baixar o app grátis