YouTube passa de 150 milhões de assinantes e a Deezer encolhe: o recado pra quem lança música em 2027
Por Vine Show · 31 de outubro de 2026
Os balanços do terceiro trimestre trouxeram dois números que, lado a lado, contam muito sobre para onde o dinheiro do streaming está indo. De um lado, YouTube Music e YouTube Premium somados passaram de 150 milhões de assinantes no mundo, contando os períodos de teste. De outro, a Deezer viu a receita subir só 1,8% enquanto a base de assinantes caiu para 8,7 milhões.
O ritmo do YouTube chama atenção. Desde 2025, a plataforma vem ganhando em média 1,3 milhão de assinantes por mês. Em março de 2025 eram 125 milhões; em fevereiro de 2024, 100 milhões. E isso sem contar a parte gratuita, que vive de publicidade: a receita de anúncios do YouTube no trimestre foi de US$ 11,21 bilhões, alta de 9,2%. O Google não abre o número de Music e Premium separadamente, mas a receita de assinaturas da empresa como um todo cresceu 11%, para US$ 14,29 bilhões.
Traduzindo pro nosso mercado: o vídeo deixou de ser vitrine e virou caixa. A mesma plataforma que o público usa pra assistir ao clipe, ao ao vivo do DVD e ao corte do show é a que mais cresce em assinatura paga. Enquanto isso, serviços menores, só de áudio, brigam pra manter a base.
Isso muda três coisas na prática pra quem compõe, canta ou cuida de carreira no sertanejo.
Primeiro: o lançamento precisa nascer pensando em vídeo. Clipe, visualizer, versão ao vivo, acústico — cada formato é mais uma porta de monetização dentro do YouTube, e não só um material de divulgação. O sertanejo, que vive de DVD, já tem uma vantagem natural aqui. Falta tratar esse conteúdo como ativo, e não como custo.
Segundo: o compositor precisa garantir que recebe pelo que toca no YouTube. Cada vez que uma música dele aparece num vídeo monetizado, existe direito de autor envolvido. Esse dinheiro só chega se a obra estiver corretamente cadastrada junto a quem administra a parte editorial. Música sem editora ou com cadastro incompleto vira receita que fica no meio do caminho.
Terceiro: não dá pra concentrar estratégia numa plataforma só. Os números da Deezer mostram que o tamanho de cada serviço muda rápido. Quem distribui bem e acompanha os relatórios plataforma por plataforma enxerga onde a música está rendendo de verdade e ajusta o investimento.
É por isso que, no método "Do Nada ao Tudo", a gente bate na tecla de que lançar não é apertar um botão na distribuidora. É planejar onde a música vai viver e garantir que cada play, em áudio ou em vídeo, volte em forma de pagamento. Uma editora organizada como a Mais Hit existe justamente pra cuidar dessa parte que o compositor não vê, mas que define quanto ele recebe.
Seu próximo lançamento já tem plano pro YouTube, ou ele ainda é só um link no fim da divulgação?
Fontes: Mundo da Música; Music Business Worldwide (balanço da Alphabet); Deezer.
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